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Optar por outros meios, que não o carro, é uma boa atitude para poluir menos o ar e diminuir o trânsito da cidade
Um carro com motor 1.0 movido à gasolina consome na cidade, em média, um litro de combustível a cada 10 quilômetros rodados e lança no ar 170 kg de CO2. Para neutralizar esta poluição seria necessário o plantio de uma árvore.
Segundo o Detran, nos horários de pico, cerca de quatro milhões de veículos circulam pela cidade de São Paulo. Não é por menos que, em 10/06/09, a capital paulista bateu recorde de congestionamentos da sua história, chegando a 293 km de lentidão.
A ordem do momento é que devemos priorizar transportes coletivos e alternativos para melhorarmos a qualidade do ar que respiramos. Mas deixar o carro na garagem para viajar espremido no metrô lotado é uma saída?
Ou optar pelos ônibus que levam uma hora para fazer um trajeto de 20 minutos? Usar a bicicleta e correr o risco de ser atropelado em meio ao trânsito caótico da cidade? Ou preferir as precárias e abarrotadas linhas de trem metropolitano?
Parece não haver resposta. A verdade é que algumas delas ainda se encontram no papel. Existem projetos de veículos menos poluentes, de expansão dos coletivos, de ciclovias, monotrilhos. Mas o que fazer enquanto isso não se concretiza?
Quem responde é Soninha Francine, atualmente subprefeita do bairro da Lapa. Quando se candidatou à prefeitura de São Paulo, nas eleições municipais de 2008, sua campanha política priorizava, entre outras coisas, o transporte alternativo, com destaque para a bicicleta.
Ela aponta que os problemas do transporte metropolitano têm raízes sociais, culturais e políticas. “O melhor jeito de alguém viver de uma maneira ambientalmente sustentável, com menor impacto negativo, é reduzir a necessidade de deslocamento. Morar perto do trabalho ou trabalhar perto de casa” - explica a subprefeita.
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