Transporte alternativo – Com que meio eu vou? PDF E-mail
por Camila Putti   
Sáb, 15 de Agosto de 2009 14:43


Filas de automóveis fazem parte da rotina da cidade Foto: Camila PuttiOptar por outros meios, que não o carro, é uma boa atitude para poluir menos o ar e diminuir o trânsito da cidade

Um carro com motor 1.0 movido à gasolina consome na cidade, em média, um litro de combustível a cada 10 quilômetros rodados e lança no ar 170 kg de CO2. Para neutralizar esta poluição seria necessário o plantio de uma árvore.


Segundo o Detran, nos horários de pico, cerca de quatro milhões de veículos circulam pela cidade de São Paulo. Não é por menos que, em 10/06/09, a capital paulista bateu recorde de congestionamentos da sua história, chegando a 293 km de lentidão.

A ordem do momento é que devemos priorizar transportes coletivos e alternativos para melhorarmos a qualidade do ar que respiramos. Mas deixar o carro na garagem para viajar espremido no metrô lotado é uma saída?

Ou optar pelos ônibus que levam uma hora para fazer um trajeto de 20 minutos? Usar a bicicleta e correr o risco de ser atropelado em meio ao trânsito caótico da cidade? Ou preferir as precárias e abarrotadas linhas de trem metropolitano?

Parece não haver resposta. A verdade é que algumas delas ainda se encontram no papel. Existem projetos de veículos menos poluentes, de expansão dos coletivos, de ciclovias, monotrilhos. Mas o que fazer enquanto isso não se concretiza?

Quem responde é Soninha Francine, atualmente subprefeita do bairro da Lapa. Quando se candidatou à prefeitura de São Paulo, nas eleições municipais de 2008, sua campanha política priorizava, entre outras coisas, o transporte alternativo, com destaque para a bicicleta.

Ela aponta que os problemas do transporte metropolitano têm raízes sociais, culturais e políticas. “O melhor jeito de alguém viver de uma maneira ambientalmente sustentável, com menor impacto negativo, é reduzir a necessidade de deslocamento. Morar perto do trabalho ou trabalhar perto de casa” - explica a subprefeita. 



Comentários
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Estranhas decisões
Cinthia 12-10-2009 10:01:03

Lendo a matéria surge uma grande dúvida. Seguindo a linha de raciocínio, é interessante não andarmos de carro em função dos danos causados ao meio ambiente com a emissão de gases poluentes; não temos a alternativa de tranporte coletivo devido a não existência de estrutura necessária para comportar a população de São Paulo; não existe segurança para ciclistas. Enfim, considero que o meios coletivos privados - fretados- fora uma solução que retira das ruas em média 40 carros. realmente restringir sua zona de cobertura e influenciar seus usuários a retornar aos carros me parece uma boa solução para diminuir o trânsito e a emissão de gases.
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Última atualização em Qui, 08 de Outubro de 2009 00:39
 

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