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As ações do governo brasileiro
Investir em pesquisas sobre mudanças climáticas é importante, mas não o suficiente.
Na visão do mestre em Planejamento Energético (Unicamp), Eduardo Passeto, o que falta ao governo brasileiro é uma política fundiária que iniba o desmatamento e as queimadas.
“Somos grandes emissores de gás-estufa devido à especulação com terras. É preciso desmatar para conseguir posse, é preciso transformar floresta ou cerrado em pasto para garantir a propriedade”, lamenta.
Outro problema apontado por Pessato e pelo economista Hugo Penteado, autor do livro Ecoeconomia - Uma nova Abordagem, é a oxidação de carbono.
“Um sistema de transporte baseado na queima de óleo diesel e em caminhões é uma verdadeira estupidez. Teríamos que modernizar nossas redes férreas, nossos portos. Nas cidades, poderíamos investir pesadamente em transporte coletivo, preferencialmente trens. A eficiência energética de veículos que se deslocam pela água ou por trilhos é muito mais elevada. Ou seja, mais eficiência e menos CO2 na atmosfera”, ressaltam Passeto e Penteado.
Dentre os pontos positivos do Brasil está o uso de energia hidrelétrica, considerada uma fonte limpa.
A criação do Fundo Nacional Sobre Mudanças Climáticas, recém sancionado pelo presidente Lula, renova a esperança de ações factuais no país.
“Será positivo se o Fundo destinar recursos para unidades de conservação, para investir em biocombustíveis, em pesquisa e para fortalecer a vigilância sobre queimadas”, destaca o climatologista Aquino. SUBTEMAS: O papel dos gases-estufa nas mudanças climáticas (2) A contribuição do Centro Polar e Climático (3) As ações do governo brasileiro (4) A redução de emissões e o papel de cada um (5) Página 1
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