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por Gabriel Maia Salgado e Lucas Soares
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Qui, 10 de Setembro de 2009 00:22 |
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Prejuízos e danos
Segundo o presidente da associação, desde que a empresa se instalou ali, trouxe maior quantidade de pó para as ruas e casas, aumentando a incidência de problemas respiratórios na região. Ele defende que o metal deveria ser manuseado em um local fechado, evitando a dispersão de partículas do minério.
Em abril de 2008 a denúncia era mais grave: Martim e outros moradores do Vila Dutra contaram a colaboradores do (Im)Pacto Ambiental* os prejuízos que a transportadora traz ao bairro – manganês é apenas o mais visível.
Toda semana, caminhões chegam com a carga de manganês e saem carregados de ferro. A troca dessas cargas acontece a céu aberto e deixa subir uma nuvem de poeira do metal, que se dispersa por todo o bairro. O pó preto chega a entrar nas casas, pelas janelas, e além de poluir o ar e o solo, causa sérios danos à saúde dos moradores.
Martim contou o caso de uma criança que constantemente fica com conjuntivite, por causa da poeira. O pó também costuma atacar asma e bronquite de outros moradores.
“Os caminhões danificam o asfalto do bairro e a permanência de caminhoneiros está incentivando a prostituição infantil. Qualquer um vê adolescentes de 12, 13 anos chegando logo que anoitece”, revela um morador.
Quando a denúncia implorava por atenção em algumas mídias de Bauru, em 2008, o grito era pela saída da empresa.
Procurados novamente pela reportagem do (Im)Pacto Ambiental, alguns moradores se recusaram a indicar os afetados pela poeira e deixaram claro que a empresa deveria continuar ali.
“Nós não queremos que a empresa saia, mas que ela cumpra o que prometeu”, diz a aposentada Divanéia Moreira Martins, 56 anos. A moradora ainda ressalta: “Nós sabemos que tem gente do bairro trabalhando aí, umas pessoas fazem marmitex, outras café da manhã, a empresa também gerou riqueza pra gente”.
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Última atualização em Qua, 07 de Outubro de 2009 03:10 |