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"Não há nada mais urgente que a vida e a sobrevivência"
Este tipo de valor, apesar de bem amadurecido, eu pude encontrar - com certa surpresa - nos relatos da jovem Dayana Teixeira, 15 anos, estudante da 1ª série do ensino médio. Ela revelou ideias como "os animais merecem ser considerados tão humanos quanto a nós", que, afinal, somos todos seres vivos.
Além disso, a garota de Duque de Caxias, RJ, que encontrei no mundo virtual, encaixou-se muito bem nessa busca por fontes que tivessem atitudes inspiradoras e dignas de melhorias no panorama social.
Ela contou atitudes como a do sopão comunitário, que o pai e a avó fazem mensalmente no quintal de casa para as pessoas que aparecem por lá. "Não é muito, mas é o que a gente pode oferecer", diz Dayana.
Paralelamente aos metros quadrados bem definidos do quintal de uma casa, o espaço virtual que a internet proporciona a seus usuários, de fato, sujeita-os ao anonimato.
Realmente, em fóruns de ONG´s sociedades de proteção, doutrinas religiosas, assistentes comunitários e etc, estão pessoas comuns, anônimas, mas que fazem a diferença naquilo que acreditam.
Érica Sena, por exemplo, é uma delas. Colaboradora do IA com o artigo desta edição, vê cair no anonimato atitudes como as de não jogar lixo no chão, fechar torneiras enquanto não estiverem em uso, não usar stand-by em eletro/eletrônicos, fazer doações de roupas e outros objetos, separar lixo para reciclagem, além de muitas outras que aumentariam esta lista.
E, exatamente por não notarmos esses tipos de boas atitudes, uma vez que nosso olhar parece sensível somente às agressões ao ambiente, os espaços limpos mostram-se vazios das pessoas que, ali, não poluiram.
Então, esses lugares ocultam seus bem-feitores, como se estes fossem heróis sob suas identidades secretas - o que remete, muito mais à destreza em promover o bem, do que aos dados dos registros de cidadania do indivíduo.
E assim, voltando aos pontos iniciais da história, percebi que muito mais vale "trabalhar" em vestes de verão, ou, com uns 16 anos conscientizar adultos, ou mesmo, deixar de ser notado nas atitudes, à qualquer outra coisa.
Fazer algo capaz de proporcionar melhorias onde se vive é melhor que qualquer reconhecimento, pessoal ou profissional, inerte às ideologias condizentes ao retrocesso ambiental.
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