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 Cerrado paulista pode desaparecer mesmo com amparo de lei de proteção específica do Estado.
Próxima de completar um ano, a Lei de Proteção ao Cerrado, aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo em maio de 2009, ainda não apresentou resultados. A população paulista não tem conhecimento sobre a Lei e a fiscalização parece não ocorrer com frequência. Isso significa que os 0,84% restantes do bioma no Estado de São Paulo, correspondentes a 211 mil hectares, continuam em risco.
A região de Bauru é a terceira no Estado com maior área coberta pelo cerrado, são aproximadamente 29 mil hectares. Como essa região abriga grande parte da vegetação do cerrado, é essencial que os habitantes da área conheçam e, principalmente, entendam a Lei. O Instituto Ambiental Vidágua de Bauru, uma Organização não governamental, juntamente com profissionais da área, estão nesta empreitada.
“Não é uma tarefa fácil”, diz a assessora de comunicação e ativista do Vidágua, Katarini Miguel. A assessora explica que a população “tem pouco conhecimento sobre legislação e quase nunca recorre às leis de imediato.”. Katarini ainda fala que a Lei é recente e por isso é preciso intensificar a divulgação.
As iniciativas para esclarecer a população sobre a Lei acontecem aos poucos em Bauru. No mês de março, o Instituto Vidágua em parceria com a OAB de Bauru, Ordem dos Advogados do Brasil, biólogos e demais profissionais da área, promoveram um workshop sobre a Lei do Cerrado para informar e tirar as dúvidas da população. “Eventos como esse auxiliam o entendimento da comunidade e fazem com que a Lei não caia no esquecimento”, ressalta Katarini.
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